Técnica de Coleta

 

A coleta de sangue no Teste do Pezinho tem uma importância fundamental na garantia da excelência do serviço prestado pelos Programas de Triagem Neonatal. Uma boa amostra evita a repetição dolorosa do procedimento e a perda de tempo, tão importante para a intervenção clínica dos casos positivos.

Veja a seguir recomendações importantes referentes à coleta e um passo a passo elucidativo da correta técnica de coleta de sangue no Teste do Pezinho.

Para maiores informações, consulte o livro “Manual de Normas Técnicas para a Coleta de Sangue no Teste do Pezinho” ou a equipe de enfermagem do Programa de Triagem Neonatal da FEPE pelo telefone 41 3111-1836.

Faça o download do cartaz de técnica de coleta!

Uma boa amostra de sangue permite um bom exame. Embora, de forma ideal, seja recomendada a coleta após 48 horas de vida, na prática, colete sempre na alta, independente do tempo de vida. Se a alta foi antes de 48 horas ou não houve amamentação de leite, deve ser notificada, aos pais, a obrigação de coletar nova amostra de sangue dentro de uma semana. Neste caso, a enfermagem deve orientar a mãe a procurar uma Unidade de Saúde mais próxima de sua casa com a folha de "Informativo aos Pais" (a que contém o número do exame da coleta anterior). O sangue deve ser coletado no calcanhar do bebê, através de uma punção com lanceta estéril e descartável. Não é recomendável o uso de agulha comum, mesmo descartável, ou coleta em seringa. O Centro de Pesquisas fornece gratuitamente todo o material de coleta.

COLETE SEMPRE NO MOMENTO DA ALTA DO BEBÊ!
































 

NÃO ACUMULE MATERIAL. COLETE DE FORMA CORRETA, PARA QUE NÃO HAJA NECESSIDADE DE REPETIÇÃO DO EXAME. É DIFÍCIL CONSEGUIR OUTRA AMOSTRA APÓS A ALTA.


ERROS DE COLETA

Uma amostra mal coletada determina a reconvocação do bebê e uma nova coleta. Isto acarreta atraso no resultado e um custo operacional. Conheça as principais causas de erros de coleta no Teste do Pezinho:

Hemólise:

O sangue aparenta aspecto de diluição. Provavelmente houve contato da amostra coletada com algum líquido (soro, água, etc.) ou houve mistura do álcool da anti-sepsia com a gota no momento da coleta (não foi desprezada a primeira porção de sangue). É preciso sempre deixar o álcool secar completamente antes da punção. Pode acontecer também quando se comprime demais o calcanhar do bebê. O sangue aparenta coloração mais clara ou a amostra apresenta um segundo círculo com sangue bem mais claro.

Insuficiência de sangue:

Acontece quando os círculos não são preenchidos totalmente ou há sangue só em um lado do papel filtro. Isto ocorre quando não houve formação da gota para pingar no papel, principalmente se a coleta não aconteceu com o bebê em pé, no colo da mãe.

Excesso de sangue:

Quando deixa pingar gota sobre gota e não movimenta o papel filtro para ajudar a espalhar o sangue, formando excesso de sangue num só local. O sangue fica espesso, mais escuro e brilhante.

Ressecamento:

Acontece quando o material coletado é exposto ao calor ou ao frio em excesso. É importante cuidar do armazenamento. Procure guardar os exames em local arejado enquanto aguarda os dias de envio das amostras para o laboratório.

Envelhecido:

A amostra de sangue é considerada envelhecida quando demora mais de 30 dias para dar entrada no laboratório. Isto impede a realização da análise e pode comprometer o bebê, caso seja positivo para alguma das doenças pesquisadas pelo "Teste do Pezinho".

Comprometido:

Deve-se cuidar para que a ficha com as amostras de sangue não sejam colocadas em locais onde haja manipulação de líquidos e gases (pias, lavatórios, salas de esterilização, etc.), evitando assim a contaminação. Cuidar também para que não haja insetos no local onde se aguarda a secagem do sangue das amostras.

Transfusão:

Colete sempre o sangue antes da transfusão ser realizada. Se você coletar após a transfusão o teste do pezinho não poderá ser realizado, pois o sangue transfundido altera o resultado do exame. Em caso de necessidade de repetição só poderá ser coletado novamente o sangue após 90 dias (3 meses) decorrida a transfusão anterior.

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