Histórico



O surgimento da FEPE passa pela criação da Fundação A Voz do Povo, fundada pelo então radialista e deputado paranaense Jorge Miguel Nassar.

Em meados da década de cinquenta, Nassar comandava um programa de rádio denominado A Voz de Povo, o qual era muito popular pelas campanhas caritativas que promovia, tais como: campanha do agasalho e de socorro a pessoas carentes ou doentes. Esse tipo de atividade caritativa tomou tamanho vulto e participação que levou Nassar e seus companheiros a se organizarem em uma Instituição.

Com a doação de um terreno por parte da Prefeitura de Curitiba, na antiga Avenida Centenário, no bairro Capanema, criou-se a Fundação A Voz do Povo, cuja finalidade seria acolher indigentes e a velhice desamparada, como se lê no seu primeiro Estatuto. Sua inauguração ocorreu em 23 de março de 1959.

Para a construção da obra, o radialista passou a realizar diversas campanhas de angariação de recursos em seu programa. As colaborações vinham de todos os lados e pouco a pouco a obra ia sendo levantada até que, Nassar, político de oposição ao regime militar instaurado na época, teve seus direitos políticos cassados pela ditadura e seu programa de rádio impedido de ir ao ar. Aniquilavam assim o principal meio de arrecadar dinheiro para a continuidade da obra da instituição que, a essa altura, estava quase concluída.

Sem meios de prosseguir com seu projeto, Nassar colocou o prédio, ainda em construção, à disposição de seu grande amigo e um dos fundadores da FEPE, Dr. Justino Alves Pereira, para que o utilizasse da forma que lhe aprouvesse.

Começa aí a história de lutas, conquistas e realizações trilhada pela FEPE.

Dr. Justino, sua esposa Ildeman Pereira e outras sete mães de crianças especiais de Curitiba - Branca C. Sabbag, Maria Jugend, Ruth Leonor Glitz, Kaethe Ulv de Andrade, Sybila Wosniack, Arminda Bertoluce e colaboradoras como a professora Maria de Lourdes Canziani – que juntas haviam fundado a APAE de Curitiba, precisavam de um espaço onde crianças especiais maiores de oito anos de idade pudessem ser atendidas pois, naquele ano, determinou-se que as APAEs fariam somente o atendimento de crianças até oito anos.

Como essas mães provinham de diversas religiões e, apesar das diferentes crenças religiosas, uniam-se harmoniosamente e entusiasticamente por uma causa comum, ficaram conhecidas como o grupo das ecumênicas. Ao criarem sua associação, denominaram-na ASSOCIAÇÃO ECUMÊNICA DE PROTEÇÃO AO EXCEPCIONAL, fato ocorrido em l966, sendo sua primeira presidente a Sra. Sybila Wosniack.

Com o prédio a sua disposição, Dr. Justino convocou uma Assembléia Geral na Fundação para nova eleição, na qual concorreu somente a chapa das “ecumênicas”, as quais assumiram a direção da Fundação A Voz do Povo.

Neste mesmo dia, 23 de março de 1969, a nova direção alterou a finalidade da Fundação que passava a ser: “criação e manutenção de escolas de recuperação de excepcionais, outras instituições e obras similares que fossem oportunas e necessárias para atingir seus fins filantrópicos e assistenciais, no campo exclusivo do atendimento aos excepcionais portadores de deficiência mental” (assim se registrou na ata da Assembléia). Mudou-se também o nome para Fundação A Voz do Povo – Associação Ecumênica de Proteção ao Excepcional, que mais tarde se tornaria Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional.

Mais de 50 anos se passaram. Muita coisa mudou nesse tempo. Não é mais a Voz do Povo, não é mais a Avenida Centenário, não é mais o bairro Capanema e até o termo “excepcional” ficou inadequado. Os horizontes se alargaram, conceitos foram superados, as pessoas passaram, mas PERMANECE O IDEAL: POTENCIALIZAR AS PESSOAS QUE NOS SÃO CONFIADAS.


FUNDADORES DA VOZ DO POVO

 Jorge Miguel Nassar
Afonso Haluch
Augusto Veloso
Claudino Bertonchelli
Clidorema Ferreira Seixas
Dario F. Darif
Euclides Pereira
Flávio Horizonte da Costa
Gilberto Félix da Silva
Iberê de Mattos
Irany Fonseca
José Golbi
Leo Rebulli
Rubens Herbert Kuch
Waldemar Braga


FUNDADORES DA ECUMÊNICA

Arminda Bertolucci
Branca Casagrande Sabbag
Ildeman Alves Pereira
Inez Dresch
Katty Andrade
Maria Seifert Jugend
Margareth Meister
Niva Zeni
Ruth Leonor Glitz
Sybila Lúcia Wosniack
Tereza Duarte


FATOS MARCANTES

  1. Em 2001, o Programa de Triagem Neonatal da FEPE foi o primeiro programa brasileiro a ser credenciado, pelo Ministério da Saúde, como Serviço de Referência Nacional em Triagem Neonatal.
  2. Em 1996, a FEPE foi pioneira na inclusão da pesquisa da Deficiência da Biotinidase no quadro de doenças pesquisadas pelo “Teste do Pezinho”. Ainda hoje, a FEPE é o único programa de triagem brasileiro a oferecer diagnóstico e tratamento precoces gratuitos para esta anomalia.
  3. Em 1999, a FEPE recebeu pela primeira vez o Prêmio Bem Eficiente. A premiação se repetiu depois nos anos 2002 e 2006.
  4. Em 2007, por meio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, a FEPE foi a primeira filantropia do país a adquirir o Espectrômetro de Massas, equipamento de alta tecnologia capaz de diagnosticar mais de 32 doenças congênitas utilizando o mesmo método empregado no Teste do Pezinho: a coleta de gotinhas de sangue do calcanhar do recém-nascido em papel filtro.

LINHA DO TEMPO


                   Home - Institucional - Teste do Pezinho - Educação Especial - Produtos e Serviços - Sala de Imprensa - Fale Conosco
Trabalhe na Fepe - Notícias - Informativo da Fepe - Vídeo Institucional - Invista na Fepe - Fepe em números - Parceiros - Seja Voluntário